quarta-feira, 15 de outubro de 2008

E o destino de Emily Portrin seria?
Acredito que nem ela soubesse ao certo.
Desesperada, corria pela rua para fugir da chuva. Nem sequer olhava para os lados. O medo, a agonia, a tristeza era tamanha que nao importava o que pudesse vir a lhe ocorrer. Importava mesmo era fugir, fugir da vida, fugir de si mesmo.
Aos prantos, ela tentava procurar um local que servisse de abrigo, um esconderijo da sua própria mente.
Mas o porquê de tudo isso, porque Emily fugia?
Um pouco mais cedo naquele mesmo dia, Emily entrava no seu escritório, lotado que estava; eram boys, secretárias, gerentes e subalternos que corriam de um lado para o outro. Entao ela sentiu! FOi um impacto chocante e, ao mesmo tempo, revelador.
Ela já nao sabia o próprio nome, o que era, o que fazia, onde estava e quem eram aquelas pessoas.
Emily simplesmente deu meia volta. Esqueceu que tinha ido trabalhar de carro e foi direto para a chuva.
Sentia o frio da roupa molhada e do tempo forte, no entanto, nada disso era capaz de retira-la do vai-e-vem de carros.
De repente ela pode perceber: havia um homem que a seguia. Ela nao estava com medo. Quis encara-lo, quis toca-lo, quis saber qual o motivo pelo qual ele corria atras dela.
Sentiu um calor naqueles olhos. Parecia até que eles podiam tocar sua alma, abraçar os seus medos e joga-los fora. Era um alguem com coração, isso era certo.
Emily desistiu. Sentiu que era melhor permanecer ali, aguardando-o. Os minutos de desespero pareciam ter percorrido a eternidade e, agora, a eternidade parecia ter se esgotado e o tempo era como se nao existisse.
Enquanto ele caminhava de braços abertos, Emily permaneceu como estátua. Nao pq ela quisesse, mas seus musculos travaram, nao sabia explicar esta sensação, nao era medo, era....
Sim, era sim o amor. Ela percebeu que aquele olhar tinha o calor do amor. MAs quem seria ele, como podia amar alguem que ela nao conhecia, nao lembrava o nome.
ENtao ele a abraçou e a explosao de sentimentos que a atormentavam cessou. Após a tempestade, Emily pode ver o arco-iris que todos falam.
VOltou para o escritorio e foi para casa com ele. Ainda nao lembrava seu nome, mas tudo parecia certo desde entao.
TOmou um banho - ele preparou um cha quente - vestiu sua roupa e sentou-se para conversar.
No primeiro gole, o cha percorreu seu corpo e foi como se devolvesse cada minuto de lucidez que fora perdido.
Emily chorou, abraçou novamente seu amado. Dormiu.

Nenhum comentário: