Corpo e alma. Duas belezas distintas que se completam. O que seria de uma imagem maravilhosa sem que ela pudesse transmitir um sentimento. O que seria de um sentimento sem um corpo.
Como todos sabem sou a pessoa, aparentemente, mais convencida deste mundo. Cito todas as minhas qualidades, glorifico a minha beleza. Bem, tudo isso, quase sempre, da boca para fora, pois sou bem menos confiante e convencido dentro da minha cabeça. Mas onde quero chegar com tudo isso?
Bem, esse final de semana foi um tanto quanto bom para o meu ego, recebi três elogios. Três pessoas falaram que sou bonito ou que, de certa forma, minha imagem agrada.
Tudo bem, eu já ouvi isso antes, já fiquei envergonhado em ouvir isso antes e isso, de fato, é bom para o ego, mas não me emociona.
A verdade é que dos três elogios, um destacou uma qualidade que eu desconfiava que tinha e realmente gostaria de ter, mas nunca alguem ressaltou ela expressamente.
(Fiquem calmos, elogios em si não me compram facilmente, mas me impressiono quando pessoas enxergam além do físico).
Ouvi dizer que mesmo eu estando gordinho, existe algo nos meus olhos que faz a minha beleza se destacar (e não seria o azul-celeste deles).
Isso é algo que realmente me marca, porque quando conheço pessoas eu busco por essa beleza. A primeira coisa que reparo são mesmo os olhos, para tentar entender, compreender, sentir. A beleza mais pura está guardada ali. Não é uma questão de cor (embora eu seja um admirador de olhos claros - como muitos).
A verdade é que as pessoas não conseguem se esconder completamente, não conseguem mentir totalmente, nem ao menos enganar sem mudar o seu olhar.
Se a beleza física fosse a única que importasse, em um baile de máscaras os olhos também seriam cobertos. Veja, a ideia é disfarçar o físico, não a alma. É ela que realmente encanta.
(como sempre, levemente confuso! Mas como não estou no meu período depressivo, meus textos perdem um pouco o emotivo e o lírico.... ficam mais um rodopiar de pensamentos)
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