De tudo ao meu tempo serei atento
Sem pressa sem meios
Serei para tudo eu mesmo
De pedras e tropeços
Caminharei na sombra e sereno
Meus pés serão meus guias
Meus olhos minha alegria
De todos os caminhos possíveis
Melhores são os inimagináveis
Deles terei medo, mas não os afasto
De modas e de pessoas
Serei meu senhor
Estarei sempre acompanhado
Mas poucos terão meu amor
Um comentário:
Esse seu poema me lembra de um do Vinícius de Moraes (q eu amo!rs)... pela primeira frase q vc usa e tb de certa forma pelos dois terem uma coisinha de carpe diem... rs...
T amo!!! bjão, saudades!!!!
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De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vínicius de Moraes)
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