quarta-feira, 4 de novembro de 2009

De tudo ao meu tempo serei atento


Sem pressa sem meios

Serei para tudo eu mesmo



De pedras e tropeços

Caminharei na sombra e sereno

Meus pés serão meus guias

Meus olhos minha alegria



De todos os caminhos possíveis

Melhores são os inimagináveis

Deles terei medo, mas não os afasto



De modas e de pessoas

Serei meu senhor

Estarei sempre acompanhado

Mas poucos terão meu amor

Um comentário:

Pollyanna Flower disse...

Esse seu poema me lembra de um do Vinícius de Moraes (q eu amo!rs)... pela primeira frase q vc usa e tb de certa forma pelos dois terem uma coisinha de carpe diem... rs...
T amo!!! bjão, saudades!!!!

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De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

(Vínicius de Moraes)