terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tristeza, agora sim

Hoje foi dia de mais um grande adeus.
Treze longos anos se passaram, anos de medo, carinho, sustos, alegrias. Anos acompanhando o crescimento de uma cadelinha super estilosa e com uma personalidade temperamental.
Com sua baixa estatura e sua postura intimidadora, a Fulika conquistou a minha família toda e afastou muitos amigos de minha casa.
Uma ótima cã de guarda, matou diversos pássaros, ratos e nos alertou de cobras no quintal. Enterrou nossas tartarugas, brigou com nossas empregadas e teve diversos filhos imaginários.
Não foi apenas um animal de estimação. A Fulika, assim como seu antecessor Nick Lauda, ocupou posto de integrante da família.
Ela tomava café da manhã antes de todos e participava de todas as refeições dando latidos que poderiam ser traduzidos facilmente como pedidos: "Agora é a minha vez", "me dê mais um pouquinho", "Eu também sou sua neta dona Maria", "Passa o queijo ralado, por favor".
A dona Fulika, saudades é um termo que pouco expressa o que vamos sentir, hoje foi novamente um dia nublado para a nossa família (Estou começando a nao gostar deles - dos dias nublados).
Não fui me despedir, mas sei que você sabe qual seria o tamanho da minha dor, sei que você sabe do meu carinho e amor, sei que você sabe que outra como você minha mãe não aceita mais (pq ela não quer mais sofrer).
Você foi muito querida. Um cheirinho no seu fucinho e um cafune atrás da orelha.




Bjos minha preta, a casa esta muito mais vazia sem você gordinha

Um comentário:

Juliana Abss disse...

A Fulika não gostava de mim, se bem que das últimas vezes que arrisquei em pisar no seu terreno, ela não latiu... Espero que pra onde ela foi agora, ela tbm possa tomar café da manha antes de todos, e que lá, ela seja dona do queijo ralado.